Será que há mesmo uma pessoa para cada um de nós? De todas as crenças que alguma vez o foram, esta é das menos óbvias, menos certas mas irremediavelmente das mais persistentes.

Quando se perde a fé, quando se ama apenas o nosso eu para evitar ser derrotado no campo da desilusão, saber que há alguém, a outra metade, lá fora, é reconfortante. Tal crença é negada solenemente pelo bando de bandalhos lógicos, racionais. No entanto, não é aquela em que mais acreditam? Em que mais têm fé? É a única crença que negam veementemente desejando veementemente que se concretize.

O amor não se procura, encontra-se. E se existe, virá até eles. E eles desejam que sim, que assim seja. Desejam que todas as suas defesas sejam aniquiladas. Desejam que haja algo que os “abra”. Só se enganam em algo…

 O isolamento é sinónimo de portas fechadas, e em portas fechadas muito poucos se aventuram a entrar.

 Os ídolos que idealizamos não são mais que isso, ídolos. As pessoas que abarcam o mundo e cujo mundo as abarca a elas são aquelas que se aventuram a idolatrar o ser real, e não mais que isso: todo o ser real na sua magnânima realidade.

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