Temores te afagam o cabelo

enquanto dormes

e as insónias te fazem formigueiro nos pés

enquanto te moves,

de frente para o seu oposto,

de expressão inexpressiva moldando o rosto.

E andas fingindo que corres.

E estagnas enquando finges que foges.

Não fazes nada

porque tudo passa

sem a tua mão contida na acção.

E a importância que te oferes é farsa

e o mundo torna-se cão.

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