Esforço e reforço a força no esforço

de dar extensão ao corpo de um sonho.

Não faço outro algo que não seja fidalgo

e se não sente na poltrona do meu tempo.

Não remeto a aspiração ao esquecimento,

mesmo que a expressão do não entendimento

de uma educação que não é mais que gosto

se torne espinho cravado no meu calcanhar de Aquiles.

Ninguém quer ser só,

estranhando quem só vive de sonhos.

Falta-me a luz.

Falta-se-lhes a visão e estão bem.

E talvez se não a tivesse também…

Talvez não me doesse a percepção

desse empecilho que me impede de ver,

E, contudo, talvez seja protecção

desse teatro demasiado dramático,

criado por um fanático

que criou tudo e não o erro.

E o que é o erro, se não da nossa liberdade um cerco?

E que sentido teria ela na falta dele?

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