Deambulas. Pretendes andar e até supões palmilhar caminho nas asas de um instinto retraído a rever promessas tidas como juras prometidas.

“Quanto mais juras mais mentes” – Resmungo entre dentes.

Falsificas meu nome, rabiscando letras sem sentido em sentido invertido.

Familiarizas-te com a pequenez dos grandes disléxicos gestos, travestis na sinonímia. Sabes, na significância, prisioneiros em grades de satírica ignorância.

Fazes jus às tuas vestes de vagabundo, pedinte a todo custo, cobrando preço bem mais que justo, esfarrapando o susto do “quem te viu e quem te vê”.

Dizes que lês meus lábios quedos, cristalina transparência para ti, breu para mim. Dizes fácil é pois faltos são de secretismos épicos e míticos, fanáticos e porfíricos, duros, aflitivos, permeáveis. Permeabilidade, o transpor fácil de um Muro de Berlim que ainda não conseguiste partir.

Mais que um gato fedorento expelindo crítica à serventia do estado e ao estado do povo, cheiras mal.

Fedes como aterro, enterras-te com acervo na facilidade do teu prepotente exagero. Permeável? Deixa-me rir.

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